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A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Nova Mutum, deflagrou na terça-feira (30) a Operação Vigia, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada por furtos qualificados de grãos e lavagem de dinheiro. A ação ocorreu simultaneamente nos municípios de Nova Mutum, Juína, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis e Várzea Grande.
Durante a operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, seis mandados de busca e apreensão em residências e em um estabelecimento comercial do tipo PUB, além de dez mandados de sequestro de bens e valores. Um dos investigados foi preso no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, quando se preparava para embarcar com destino à região Sul do país. As diligências contaram com o apoio das unidades da Polícia Civil nas cidades envolvidas e da DERF de Várzea Grande.
De acordo com o delegado Rodrigo Rufato, responsável pelas investigações, o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada para cometer os furtos. As apurações apontaram que um dos suspeitos conseguiu emprego como balanceiro em uma fazenda localizada na zona rural de Nova Mutum já com o objetivo de facilitar a atuação da quadrilha.
Segundo a investigação, aproveitando a função exercida na propriedade, o investigado permitia a entrada de caminhões não autorizados, que eram carregados com grãos sem o conhecimento dos proprietários da fazenda. Após os carregamentos, outros integrantes da associação criminosa ficavam responsáveis por disponibilizar veículos, contratar motoristas e encontrar compradores para as cargas desviadas.
As investigações também revelaram que parte do dinheiro obtido com os furtos teria sido utilizada para ocultar a origem ilícita dos recursos. Conforme a Polícia Civil, os investigados criaram uma casa de shows do tipo PUB, utilizada para movimentar valores e dar aparência de legalidade ao patrimônio adquirido.
O prejuízo causado à vítima é estimado em aproximadamente R$ 2 milhões. Segundo o delegado Rodrigo Rufato, o bloqueio de bens e valores determinado pela Justiça busca assegurar o ressarcimento dos danos patrimoniais provocados pelos crimes.
A Operação Vigia é resultado de meses de investigação conduzida por investigadores e escrivães da DERF de Nova Mutum. O nome da operação faz referência ao apelido utilizado por um dos principais investigados.
Concluído o inquérito, os suspeitos deverão ser indiciados pelos crimes de furto qualificado, associação criminosa e lavagem de capitais. As investigações prosseguem para identificar possíveis outros envolvidos e recuperar a totalidade dos bens obtidos de forma ilícita.
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