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O grupo de quatro criminosos, com idades entre 18 e 22 anos, que foi preso em flagrante na madrugada desta quinta-feira (09) após fazer um grupo de empresários reféns, teria invadido a festa de aniversário da filha de uma das vítimas, em Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá), com o intuito de cometer um assalto. Segundo a Polícia Militar, o pedido da presença da imprensa no local foi devido ao medo dos criminosos de morrer em confronto. A ação de resgate das vítimas foi transmitida em uma live no Instagram, no perfil da TV Centro Oeste.
Segundo boletim de ocorrência da Polícia Militar, por volta das 23h50, uma equipe foi acionada com a denúncia de que quatro homens encapuzados invadiram uma residência na Avenida da Bahia, onde ocorria o aniversário da filha do proprietário do imóvel.
Quando os policiais chegaram, viram a porta central da casa aberto e um silêncio total no interior. Já nos fundos, ouviram uma discussão entre vários indivíduos, que abriam o portão para sair com uma caminhonete. Neste momento, os suspeitos foram abordados e voltaram para o interior da residência.
Os militares conseguiram ver que os quatro criminosos estavam mantendo 10 vítimas, dentre eles o atual presidente do Sindicato Rural de Pontes e Lacerda, Juliano Souza Queiroz, como reféns. Quatro das vítimas, todos homens, estavam na linha de frente, com o grupo mantendo armas apontadas para a cabeça.
O grupo pediu que os jornalistas fossem até o local, pois estavam com medo de serem mortos pela Polícia Militar, que comandava o resgate. Veja Vídeo.
Nas imagens é possível ver toda a negociação entre os policiais e os suspeitos para que fosse realizada a liberação das vítimas. O grupo criminoso questiona diversas vezes se a imprensa está realmente no local, momento em que os policiais informam que toda a ação está sendo registrada em live.
Após diversos minutos de conversa, a operação teve fim com todas as vítimas sendo liberadas em segurança.
Os suspeitos foram presos e entregues à Polícia Civil. Equipes do Corpo de Bombeiros também estiveram no local para atender as vítimas. Secretária de Segurança reforça que suspeitos são faccionados, em entrevista para a TV Centro Oeste.
O caso é investigado.
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