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O cabo da Polícia Militar suspeito de matar o ex-PM Ednilson Rafael Santos Costa, na manhã de quarta-feira (8), em Sinop (a 480 km de Cuiabá), se apresentou formalmente na Delegacia de Polícia Civil na tarde do mesmo dia, prestou depoimento e foi liberado em seguida. O agente, que não teve o nome revelado, alegou ter agido em legítima defesa.
Em entrevista à imprensa local, o delegado Bráulio Junqueira explicou que o dono da marmoraria era “jurado de morte” pelo Comando Vermelho (CV), por conta disso, andava com carro blindado. Na quarta, o empresário teria recebido uma ligação e uma mensagem de Ednilson perguntando onde ele estava.
Já o cabo estava na marmoraria para, segundo a versão dele, ver um serviço de mármore na casa dele. Por conta da suspeita de que Ednilton tinha elo com o CV, o empresário e o cabo ficaram em “alerta” com a visita do ex-PM no local. Conforme publicado anteriormente, Ednilson foi excluído da corporação pela prática de extorsão, além de ser apontado como membro da facção criminosa.
“Segundo eles, o [Ednilson] Costa teria chegado e batido a mão na porta, com a arma em punho. Nisso, o PM efetuou os disparos”, explica o delegado. “Diante desse desentendimento do proprietário com o Comando Vermelho, acreditou que o [Ednilson] Costa poderia estar indo no local para executá-lo. Essa é a versão deles”, salienta.
Ainda conforme Junqueira, a Polícia Civil não conseguiu as imagens das câmeras de segurança da marmoraria, já que o sistema de segurança estaria em manutenção. As únicas filmagens são de um estabelecimento vizinho que mostra o cabo chegando no local antes do ex-PM.
A arma utilizada no crime, um fuzil, foi entregue pelo policial militar e apreendido pela Polícia Civil. “O fuzil é registrado, está no nome dele. Ele assumiu a autoria, apresentou a versão dele, as circunstâncias e a motivação”.
“Eu, como delegado plantonista, naquele momento, diante das circunstâncias dos fatos apresentados, entendi que, preliminarmente, configuraria legítima defesa. Com base no que nós temos. E nós temos que ser técnicos, profissionais, não adianta trabalhar na base da emoção, do achismo. Com base nas provas que nós tínhamos, eu entendi naquele momento que era legítima defesa”, completa o delegado.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.
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