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Um empresário de Nova Mutum foi vítima de um golpe eletrônico que resultou em um prejuízo superior a R$ 290 mil. O caso foi registrado na Polícia Civil, que investiga o episódio como estelionato eletrônico e busca identificar os responsáveis pela fraude.
De acordo com o boletim de ocorrência, o dinheiro estava aplicado em um investimento do tipo RDC em uma conta bancária pertencente a uma holding administrada pela vítima. Na tarde de quarta-feira (8), criminosos teriam conseguido acesso à conta, resgatado integralmente a aplicação financeira e realizado uma série de transferências via Pix para diferentes destinatários.
Ao todo, as movimentações irregulares somaram R$ 290.814,75, distribuídos entre pessoas físicas e empresas que agora também deverão ser identificadas durante as investigações.
O empresário informou à polícia que não recebeu qualquer ligação, mensagem de texto, e-mail ou outro tipo de contato que pudesse indicar uma tentativa de golpe antes da invasão da conta. A fraude só foi descoberta na manhã de quinta-feira (9), quando acessou o aplicativo do banco para consultar o saldo.
Segundo o relato, ao entrar na conta encontrou apenas R$ 35 disponíveis. Ao verificar a área de investimentos, percebeu que o valor aplicado havia desaparecido. Em seguida, consultou o extrato bancário e constatou que toda a aplicação havia sido resgatada e transferida por meio de diversas operações via Pix que ele afirma não ter autorizado.
A conta invadida fazia parte de um conjunto de contas administradas pelo mesmo aplicativo bancário, o que também será analisado durante a investigação para verificar de que forma os criminosos conseguiram acessar o sistema.
Antes de comparecer à Delegacia de Polícia Civil, a vítima registrou uma ocorrência pela internet. Posteriormente, seguindo orientação de seu advogado, formalizou o caso presencialmente para reforçar o pedido de investigação.
Agora, a Polícia Civil trabalha para esclarecer como ocorreu a invasão da conta, identificar os autores do golpe e verificar se houve falhas nos mecanismos de segurança utilizados para autorizar o resgate da aplicação financeira e as transferências eletrônicas.
O caso chama atenção para o aumento dos crimes cibernéticos envolvendo contas bancárias e aplicações financeiras, modalidade que tem causado prejuízos milionários em diversas regiões do país e exige atenção redobrada de empresas e correntistas quanto à segurança digital.
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