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O que deveria ser a realização do sonho da casa própria tem se tornado um verdadeiro inferno para 256 famílias do Residencial Cidade Bela, recém-inaugurado em Nova Mutum. O problema foi trazido a público nesta sexta-feira (16) pelo vereador Rafael Brignoni, que usou as redes sociais para denunciar uma série de irregularidades enfrentadas pelos moradores do conjunto habitacional.
Em um vídeo publicado, o parlamentar revelou uma situação considerada alarmante: a fossa do condomínio estaria operando além de sua capacidade, precisando ser esvaziada duas vezes por dia. Do lado de fora dos blocos, os moradores convivem diariamente com forte mau cheiro e com dejetos correndo a céu aberto, cenário que gera preocupação com a saúde pública e a qualidade de vida das famílias.
Além do problema sanitário, imagens encaminhadas ao vereador pelos próprios moradores mostram diversos defeitos estruturais nos apartamentos. Entre as reclamações estão forros de banheiro incompletos, pisos quebrados, vazamentos hidráulicos, quedas constantes de energia elétrica e até apartamentos com janelas que simplesmente não abrem.
A obra é de responsabilidade da Construtora Paiaguás, que disponibilizou um número de contato para que os moradores solicitem manutenções corretivas. No entanto, segundo relatos, as reclamações raramente são atendidas e, quando há resposta, o prazo para solução costuma ser excessivamente longo.
Os imóveis foram entregues pela Prefeitura de Nova Mutum no final do ano passado e, logo após a mudança, os moradores descobriram que não poderiam alugar ou vender os apartamentos. Agora, convivem com uma nova e grave problemática estrutural. O vereador Rafael Brignoni cobrou providências imediatas e defendeu que os responsáveis resolvam a situação o mais rápido possível.
Uma das moradoras, em contato com a reportagem, levantou questionamentos que ecoam entre os residentes: “Quem fiscalizou essa obra? Quem recebeu a obra? Quem autorizou a entrega desses apartamentos nessas condições?”, indagou.
Outro ponto que gera revolta é o custo mensal enfrentado pelas famílias. Além do valor considerado alto das parcelas dos imóveis, os moradores pagam uma taxa de condomínio superior a R$ 400, destinada, segundo relatos, a sanar problemas estruturais. Ainda assim, os transtornos persistem e novas falhas surgem quase diariamente.
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