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Santa Rita do Trivelato está entre os municípios brasileiros que conquistaram reconhecimento nacional por meio de uma experiência desenvolvida na Atenção Primária à Saúde (APS). O projeto realizado pela equipe do município foi selecionado pelo Ministério da Saúde para integrar o Observatório de Boas Práticas de Equidade, iniciativa que valoriza experiências desenvolvidas no cotidiano dos serviços de saúde em diferentes regiões do país.
A seleção representa uma importante conquista para Trivelato e evidencia o trabalho desenvolvido pelos profissionais da saúde no município. A iniciativa do Ministério da Saúde recebeu mais de 750 relatos de experiências enviados por trabalhadoras e trabalhadores da Atenção Primária à Saúde de todo o Brasil. Desse total, 674 experiências foram selecionadas para compor o Observatório.
O projeto “Grupo de Saúde Mental Infantil e Diversidade na APS: e-Multi e Academia da Saúde”, foi desenvolvido pela psicóloga Rúbia Mendes e a Educadora Física Marivânia de Souza.
O resultado foi apresentado durante o 39º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), realizado em Porto Alegre, no dia 13 de julho. Clique aqui.
O Observatório de Boas Práticas de Equidade tem como objetivo reconhecer e dar visibilidade ao conhecimento produzido pelas equipes que atuam diretamente na Atenção Primária, criando um ambiente de aprendizagem colaborativa e permitindo identificar práticas que contribuem para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
As experiências selecionadas foram organizadas em três eixos temáticos: equidade e acesso, que concentrou 484 relatos; cuidado integral, com 115 experiências; e participação social, que reuniu 189 relatos. Entre os critérios utilizados para a seleção estiveram a relevância, a aplicabilidade e o potencial de contribuição das experiências para o SUS.
Ao todo, participaram 289 municípios brasileiros, demonstrando a diversidade e a abrangência das práticas desenvolvidas na Atenção Primária. A seleção da experiência de Santa Rita do Trivelato reforça que iniciativas de municípios de pequeno e médio porte também podem alcançar reconhecimento nacional e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas de saúde.
As equipes de Saúde da Família foram responsáveis por aproximadamente 60% dos relatos selecionados. Também ganharam espaço experiências desenvolvidas por equipes multiprofissionais e por profissionais que atuam junto a públicos específicos, como pessoas em situação de rua, população privada de liberdade, comunidades quilombolas e ribeirinhas e adolescentes em medidas socioeducativas.
Para Santa Rita do Trivelato, o reconhecimento representa um motivo de orgulho para toda a equipe envolvida e demonstra a importância do trabalho realizado diariamente pelos profissionais da saúde em benefício da população.
A psicóloga e especialista em saúde mental Rúbia Mendes, o reconhecimento representa a valorização de uma forma de cuidar construída no território: “Existe um pensamento africano que nos ensina que a água sempre encontra um caminho. Essa ideia representa o quanto acreditamos na APS. Assim como a água, o cuidado em saúde mental encontra possibilidades para chegar até as crianças, fortalecendo vínculos, promovendo o sentimento de pertencimento e favorecendo transformações que alcançam as crianças e suas famílias”.
Já a educadora física Marivania de Souza Silva, destaca que o trabalho em grupo amplia as possibilidades terapêuticas e favorece o desenvolvimento infantil: “Potencializar o cuidado em saúde mental é compreender que a vida acontece em movimento e em grupo. As interações que surgem durante as práticas corporais ampliam as possibilidades de intervenção nos aspectos afetivos, sociais, emocionais e comportamentais, favorecendo o desenvolvimento das crianças. Muitas questões emergem nesses momentos e no atendimento exclusivamente individual, acabam sendo mais limitadas. A grupalidade nos torna mais equânimes, pois nos ajuda a compreender, aceitar e respeitar a demanda do outro. O movimento é saúde, e quando associado a uma intervenção interdisciplinar qualificada, torna-se uma potente ação terapêutica”.
A experiência desenvolvida no município agora passa a integrar o Observatório de Boas Práticas de Equidade, ampliando sua visibilidade no cenário nacional. Uma publicação institucional com os relatos completos está em fase de editoração e deverá ser divulgada pelo Ministério da Saúde ainda no segundo semestre de 2026.
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