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A Polícia Federal concluiu o processo administrativo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por abandono do cargo e decidiu pedir a demissão do ex-deputado federal. A corporação encaminhou o caso ao Ministério da Justiça, responsável pela decisão final, nesta terça-feira (21).
O relatório da corporação foi enviado ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, a quem cabe decidir se assina o ato de demissão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e afirma que é perseguido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e que não retornará ao Brasil caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), não vença as eleições para presidente.
O ex-parlamentar é servidor da PF desde 2010 no cargo de escrivão. Em novembro do ano passado, teve o mandato de deputado cassado por acúmulo de faltas. O procedimento disciplinar foi aberto logo na sequência, uma vez que, fora da função na Câmara, ele deveria retornar à polícia.
Em fevereiro, a Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro havia afastado preventivamente o ex-deputado do cargo de escrivão.
Além das implicações administrativas para o ex-parlamentar, o caso chama atenção para uma das principais carreiras da Polícia Federal.
Segundo a Tabela de Remuneração dos Servidores Federais de 2025, o salário inicial de um escrivão é de R$ 14.164,81. Com a progressão na carreira, a remuneração pode chegar a R$ 21.987,38, de acordo com a classe e o tempo de serviço do servidor. O escrivão é o profissional responsável por registrar, organizar e formalizar grande parte dos procedimentos produzidos durante uma investigação.
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