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O ex-presidente do Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir-MT) e suplente de deputado estadual Hugo Henrique Garcia (PSDB) e o ex-diretor executivo do Instituto, Afrânio Migliari, são alvos da Operação Mandato Espúrio, realizada nesta terça-feira (25), em Cuiabá. Os dois são investigados por suspeita de movimentações financeiras irregulares que ultrapassam R$ 1 milhão nas contas da entidade.
Segundo a Polícia Civil, cerca de R$ 774 mil teriam sido enviados para uma conta pessoal e uma empresa ligada a Afrânio, enquanto outros R$ 270 mil foram destinados a um escritório de advocacia. As operações são analisadas dentro de uma disputa pelo comando do instituto e teriam ocorrido mesmo após decisões judiciais que restringiam atos de gestão em nome da entidade.
Os dois foram alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira (25), em Cuiabá. A Justiça também determinou o bloqueio de contas e a suspensão dos acessos bancários utilizados pelos investigados para movimentar recursos do Imafir-MT.
Conforme apurado, Hugo Garcia teve uma coleção de relógios de luxo, da marca Rolex, apreendidos durante a operação.
Hugo, que atualmente é suplente de deputado estadual e disputa uma vaga efetiva na Assembleia Legislativa de Mato Grosso pelo PSDB, declarou R$ 9,49 milhões em bens à Justiça Eleitoral.
A investigação apura suspeitas de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica. Foram apontados que as operações financeiras teriam ocorrido durante uma disputa interna pelo comando do Imafir-MT e mesmo após decisões judiciais que restringiam atos de gestão em nome da entidade.
Documentos, computadores, celulares e registros contábeis apreendidos serão submetidos à análise e perícia. Conforme a Polícia Civil, o objetivo é esclarecer as contratações, autorizações bancárias e a destinação dos recursos investigados.
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