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Paulo Roberto Gomes dos Santos, motorista do Fiat Toro que atropelou e matou a idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição (71), responderá por homicídio doloso na modalidade de dolo eventual. Neste caso, não há a intenção explícita de matar, mas a aceitação consciente do risco de causar a morte, agindo com completa indiferença ao perigo criado.
Paulo Roberto ficou nacionalmente conhecido após ser condenado por dois crimes hediondos: o assassinato de um delegado de polícia no Rio de Janeiro e a morte de uma jovem de 19 anos, com quem se relacionava – neste último, também praticou o esquartejamento do corpo.
Seu perfil criminoso é completado pela adoção de identidades falsas e por uma tentativa de fuga da prisão.
A vítima, Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, foi atingida com violência enquanto atravessava a via, foi arremessada e atropelada novamente por outro veículo, morrendo no local. Testemunhas e imagens de segurança indicam que Paulo Roberto não tentou frear ou desviar, e fugiu após a colisão, sendo interceptado por um policial à paisana que o perseguiu. Ele foi preso em flagrante pelos crimes de homicídio doloso, omissão de socorro e fuga.
No início dos anos 2000, ele foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato de um delegado de polícia no Rio de Janeiro. Pouco depois, em 2007, recebeu sentença de 19 anos de reclusão pelo homicídio qualificado de sua então namorada, uma jovem de 20 anos.
O crime foi marcado por extrema crueldade: após matá-la por asfixia em um motel, ele degolou a vítima, retirou as falanges de seus dedos e descartou partes do corpo em um rio. O caso ganhou ampla cobertura nacional, especialmente porque o advogado chegou a “ajudar” a família da vítima na busca pelo corpo e usou identidade falsa para se esconder, antes de ser preso.
Após a prisão, ele ainda tentou fugir da delegacia saltando do terceiro andar do prédio.
Investigação em andamento
Diante das novas acusações, Paulo Roberto foi autuado em flagrante e permanece preso, sem direito a fiança, devido à gravidade dos fatos e à soma potencial das penas. O delegado Christian Cabral, responsável pelo caso, afirmou que as imagens do circuito de segurança mostram “de maneira cristalina” que o motorista trafegava em alta velocidade, não tomou qualquer medida para evitar o atropelamento e seguiu viagem como se nada tivesse acontecido, demonstrando total indiferença.
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