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A Câmara de São José do Rio Claro decidiu, por unanimidade, abrir CPI que pode resultar na cassação do prefeito Levi Ribeiro (PL) por improbidade administrativa e corrupção. Os trabalhos devem iniciar no prazo de cinco dias, a partir da notificação do investigado e das testemunhas.
A denúncia que embasa a CPI indica a utilização de carro oficial da Prefeitura para prestação de serviços na fazenda de Levi Ribeiro. Além disso, o assessor de imprensa teria sido designado para fazer fotos da criação de cavalos do prefeito.
A CPI também deve investigar perseguição política contra quatro servidores que foram afastados dos cargos pelo período de quatro meses. Neste caso, eles retornaram às funções por decisão judicial.
Outra denúncia indica que o próprio prefeito vendeu, por R$ 63 mil, a madeira que está sendo utilizada na reforma do Hospital Municipal. Além disso, parte do dinheiro pago pela Prefeitura para a realização de show teria retornado para conta ligada à secretária de Indústria, Comércio e Turismo, Rosângela Pereira.
Segundo o presidente da Câmara, vereador Pelezinho (União Brasil), os oito vereadores optaram por votar a favor da CPI devido à gravidade das denúncias. Segundo ele, os trabalhos de apuração iniciam na próxima semana.
“Oito vereadores foram favoráveis, incluindo os quatro integrantes da base do prefeito. Eu, como presidente, não precisei votar porque não houve necessidade. Agora, os trabalhos da CPI terão início, assegurando o contraditório e a ampla defesa ao prefeito”, disse Pelezinho ao RD NEWS
Por sorteio, a CPI será formada pelos vereadores Maria Aparecida Santiago (Novo), Ronney Fernandes (PSD) e Constantino de Almeida (PL), líder do Executivo. A presidência e a relatoria ainda serão definidas.
Outro lado
O RD NEWS tentou contato com o prefeito Levi Ribeiro, que não atendeu nem retornou até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
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