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Rafael Amorim de Brito, apontado como o autor do assassinato do sargento da Polícia Militar Odenil Alves, chegou na tarde de sábado (07.02) a Cuiabá. Ele havia sido preso no dia 07 de janeiro, durante uma operação da Delegacia de Repressão a Crimes contra a Vida, no Rio de Janeiro, após permanecer foragido por cerca de um ano.
O crime ocorreu na tarde do dia 28 de abril de 2024, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Morada do Ouro, na Capital. O sargento Odenil Alves estava em uma lanchonete próxima à unidade de saúde quando foi surpreendido pelo atirador, que chegou ao local em uma motocicleta Honda Biz e efetuou os disparos. O policial foi atingido por um tiro na nuca.
Mesmo ferido, o militar foi socorrido por populares e levado à UPA Morada do Ouro. Em razão da gravidade do quadro, ele foi transferido em um helicóptero da Polícia Militar para o Hospital Municipal de Cuiabá, onde morreu durante procedimento cirúrgico.
Segundo a Polícia Civil, a principal linha de investigação aponta que o homicídio foi motivado por vingança. A suspeita é de que o crime tenha relação com a morte de Micael Oliveira Medeiros, de 25 anos, ocorrida dois dias antes, na noite de (24.05), durante uma troca de tiros com a Polícia Militar.
O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, César Augusto Roveri, afirmou à imprensa que Rafael será encaminhado à Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) para prestar esclarecimentos. Em seguida, passará por exames periciais na Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e, posteriormente, será levado à Penitenciária Central do Estado (PCE), onde ficará à disposição da Justiça.
“Hoje nós fomos até o Rio de Janeiro com uma equipe do sistema penitenciário, da Polícia Judiciária Civil e da Polícia Militar. Fizemos todos os procedimentos necessários para a transferência e ele já está em deslocamento para a DHPP, onde passará pela primeira oitiva”, afirmou Roveri.
Questionado sobre o conteúdo de eventuais declarações já prestadas pelo suspeito, o secretário afirmou que as informações estão sob sigilo. “Isso está dentro dos autos da investigação. Após a oitiva em Cuiabá, o delegado responsável, Caio Albuquerque poderá esclarecer melhor a motivação do crime”, disse.
Roveri também explicou que a demora na transferência ocorreu por trâmites judiciais entre os Estados. “A Justiça do Rio de Janeiro precisava autorizar. Assim que houve a autorização, nós tínhamos os meios para buscá-lo, o que foi feito de imediato”, declarou.
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