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Uma denúncia encaminhada ao site VGN Notícias na tarde de segunda-feira (06.04), também repassada pelo Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL-MT), expõe mais um episódio que reforça o cenário crítico enfrentado por delegacias no interior de Mato Grosso. O caso ocorre em Itaúba (a 599 km de Cuiabá), onde seis pessoas estão sendo mantidas custodiadas em condições precárias, sem estrutura adequada e com efetivo insuficiente.
A situação vai ao encontro de alertas recentes feitos pelo presidente do Sindicato dos Policiais Civis (SINPOL-MT), Gláucio de Abreu Castañon. Em entrevista ao site VGN Notícias na semana passada, ele já havia relatado problemas considerados graves dentro de delegacias do Estado, como a permanência de presos — inclusive mulheres e menores — em ambientes inadequados e sem estrutura mínima. Na ocasião, também criticou a transferência de responsabilidades que, segundo afirmou, deveriam ser da Secretaria de Justiça (Sejus), além de apontar omissões no sistema que acabam recaindo sobre investigadores e escrivães.
No caso de Itaúba, conforme a denúncia, a unidade conta com apenas um investigador de plantão, que precisa acumular funções administrativas, investigativas e ainda a custódia dos detidos. O quadro se agrava com a necessidade de atendimento médico de um dos presos — um idoso de 73 anos, com diversas comorbidades. Esta já é a segunda vez que o policial precisa levá-lo ao hospital, deixando a delegacia com outros cinco custodiados sem vigilância direta.
Ainda segundo o relato, a cela onde os presos permanecem é considerada insalubre. Com cerca de 2 metros por 2 metros, o espaço abriga seis pessoas, o que levanta preocupações sobre condições mínimas de dignidade, salubridade e segurança.
Na prática, investigadores acabam exercendo função de carcereiros, o que configura desvio de função e compromete diretamente a atividade investigativa da Polícia Civil. Com equipes reduzidas e sobrecarregadas, apurações de crimes ficam prejudicadas ou até paralisadas.
O caso evidencia a fragilidade estrutural enfrentada por delegacias do interior do Estado, onde a ausência de efetivo e de estrutura adequada expõe tanto servidores quanto custodiados a situações de risco, reiterando as críticas já feitas por representantes da categoria.
O site entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Justiça (Sejus) e aguarda posicionamento, mantendo o espaço aberto para manifestação.
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