#siteportalmtempauta

“Então, é preciso que a gente seja honesto. Não tem por que criar uma encrenca, uma briga, onde não precisa ter briga. Eu não quero brigar com os servidores do Estado de Mato Grosso.” Foi com esse tom que o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) tentou conter a crise envolvendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ao admitir que contratos podem ser renovados e que uma decisão será tomada em conjunto com os profissionais.
Durante reunião extraordinária da Comissão de Saúde, na manhã desta terça-feira (28.04), Pivetta foi direto ao ponto central: o futuro dos contratos após o vencimento que resultou em demissões. “Mas o tema que interessa é como ficam os contratos. Eu vou chamar vocês pelo nome para uma reunião na quinta-feira (30), e quero entender como está o Samu em Cuiabá e como está o Corpo de Bombeiros em Cuiabá”, afirmou.
O governador destacou a preocupação com o uso de recursos públicos e possíveis sobreposições de serviço. “Para a gente não fazer sombreamento, porque nós não temos dinheiro para jogar fora. Temos o dinheiro necessário para fazer o nosso serviço bem feito”, disse.
Na sequência, sinalizou que o impasse pode ser resolvido com medidas administrativas. “A gente pode rever. Isso foi um contrato que venceu. Nós podemos fazer um aditivo, renovar, não tem nenhum problema. Vamos decidir isso juntos, pelo bem do Estado de Mato Grosso”, declarou.
Pivetta também fez um aceno direto aos servidores, reconhecendo o desgaste na relação. “Eu posso não ter a simpatia da maioria, mas vou respeitar cada um e cumprir com a minha obrigação de governante, que é provisória. Eu tenho mandato até o final do ano, então vou fazer o melhor que eu puder nesse período, em nome de todo o povo de Mato Grosso”, disse.
Ao longo da fala, o governador admitiu dificuldades de comunicação e o impacto político das declarações. “Às vezes dou respostas muito curtas e sou mal interpretado, ainda mais em ano político”, afirmou.
Em meio ao debate sobre mudanças no atendimento de urgência em Cuiabá, o representante do Ministério da Saúde, Fernando Figueira, afirmou nesta terça-feira (28.04), na Assembleia Legislativa (ALMT), que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é o único modelo reconhecido oficialmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como atendimento pré-hospitalar integrado à rede pública.
“O sistema de saúde só reconhece como atendimento pré-hospitalar, dentro da rede, o Samu. Estruturas complementares são aceitas apenas onde não há cobertura”, declarou.
A fala ocorre no momento em que o modelo de atendimento na Capital está em discussão, incluindo a ampliação da atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBM-MT) nas ocorrências de urgência.
Mín. 21° Máx. 36°


