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A Corregedoria-Geral da Polícia Civil pediu, em representação à Justiça, pela aplicação de medidas cautelares diversas da prisão contra o delegado de Sorriso (a 397 km de Cuiabá), Bruno França, que foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio após protagonizar uma troca de tiros contra o investigador "Betão" da mesma corporação, identificado pelas iniciais R.P.R., e o delegado Paulo Brambilla, nesta semana.
Entre as medidas solicitadas estão o afastamento do cargo de delegado de polícia e a suspensão do porte de arma de fogo (pessoal e funcional). Bruno está internado em um hospital da cidade após passar por uma cirurgia de reconstrução do dedo anelar da mão esquerda, alvejada durante o tiroteio.
Conforme apontado pela defesa do delegado, atualmente Bruno França está na condição de preso em situação flagrancial. No entanto, a manutenção da prisão depende de manifestação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e posterior decisão judicial, que poderá converter a detenção em prisão preventiva ou substituir a custódia pelas medidas cautelares representadas pela Corregedoria.
"Nós estamos confiantes de que o Ministério Público vai acompanhar os delegados, as autoridades policiais corregedoras que fizeram flagrante, que pediram essa medida cautelar. Agora a gente precisa esperar a decisão do juiz", afirmou a defesa.
O caso
Bruno França foi baleado no final da noite de quarta-feira (13), após uma discussão com um investigador da Polícia Civil, R.P.R., em frente à residência deste último, no bairro Recanto dos Pássaros, em Sorriso. O carro do delegado estava com cerca de 15 perfurações de disparos de arma de fogo.
À Polícia Militar, o investigador relatou que vinha sendo ameaçado pelo delegado e que Bruno França teria ido até sua residência “na intenção de matá-lo”, ocasião em que ocorreu a troca de tiros.
Segundo a Polícia Civil, a Corregedoria-Geral realizou diligências sobre o caso e ouviu o investigador envolvido na ocorrência, que foi liberado após prestar depoimento. Bruno França ainda não foi ouvido formalmente em razão da internação hospitalar.
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