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A reunião realizada na noite de segunda-feira (25), na quadra da Escola Estadual José Aparecido Ribeiro, em Nova Mutum, terminou em tumulto, revolta e sem consenso entre comunidade escolar e autoridades da educação. O encontro reuniu mais de 700 pessoas e teve como objetivo explicar o processo de migração imediata dos alunos dos 6º anos da rede municipal para a rede estadual ainda neste ano letivo.
A proposta foi apresentada pelo diretor da DRE de Diamantino, Luis Henrique Dutra Trentin, que detalhou o chamado reordenamento escolar e defendeu que o Estado está preparado para receber os estudantes. Porém, a reação dos pais foi marcada por indignação, preocupação e críticas à rapidez da mudança.
Diante do clima de tensão e da insatisfação generalizada, a reunião acabou sendo encerrada sem definição e sem que todas as dúvidas fossem esclarecidas.
Mesmo diante da forte resistência, Luis Henrique afirmou que a transição continuará acontecendo.
“Essa mudança é gradativa e ela vai acabar acontecendo em todos os municípios. A gente entende a preocupação dos pais, mas precisamos iniciar esse processo”, afirmou.
Segundo ele, o objetivo é fazer com que todas as escolas estaduais atendam alunos do 6º ano ao 3º ano do Ensino Médio, permitindo que os estudantes estudem próximos de onde moram.
O representante da DRE destacou ainda que as escolas estaduais de Nova Mutum são cívico-militares e possuem estrutura preparada para acolher os novos estudantes.
“As nossas escolas estão preparadas. Temos monitoramento, acolhimento, acompanhamento no recreio e um sistema estruturado de ponta”, disse.
O presidente da Câmara Municipal, Lucas Badan, classificou a condução do processo como “a pior possível” e afirmou que até mesmo os representantes da DRE estariam sendo “reféns” da situação.
“Não tem como fazer matrículas nesta semana e na próxima os alunos já terem que mudar. Precisamos de mais tempo”, disse.
Badan defendeu que a transição ocorra apenas em janeiro de 2027 e sugeriu que o Estado mantenha em funcionamento a atual estrutura da escola militar para absorver parte da demanda.
“São 800 alunos. Vai precisar construir mais estrutura. Não dá para fazer isso dessa forma”, pontuou.
O presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereador Maciel Sousa, afirmou que a principal preocupação é o impacto causado na vida das famílias e das crianças.
“Seis meses talvez não façam diferença na prática escolar, mas para as famílias e para as crianças faz toda diferença”, declarou.
Maciel também disse que existe uma percepção de inflexibilidade por parte do Estado e que a Câmara poderá apoiar mobilizações judiciais caso não haja diálogo.
Apesar da pressão política e da revolta demonstrada por grande parte dos pais presentes, a DRE reforçou que o processo seguirá normalmente e que as escolas estaduais estão prontas para receber os estudantes.
A expectativa agora é de que novas reuniões sejam realizadas e que a discussão avance para os campos político e judicial nos próximos dias.
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