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Capital do agronegócio e impulsionada pelo crescimento econômico acelerado, Sorriso (398 km de Cuiabá) ocupa a 11ª posição entre as cidades com mais de 100 mil habitantes que possuem maiores taxas de homicídios estimados. A base das informações é o ano de 2024. Os dados são do Atlas da Violência 2026, divulgado na terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
De acordo com o relatório, as cidades foram distribuídas em três grupos separados por tamanho. Sorriso foi classificado como um município de tamanho médio, que possui mais de 100 mil e pode chegar até 500 mil habitantes. Para este grupo, a média da taxa de homicídios estimados foi 24,1 e Sorriso contabiliza 62,8.
Segundo o estudo, no ano de referência, foram registrados cerca de 76 homicídios na cidade, que à época possuía quase 121 mil habitantes. O Atlas ainda ressalta que os resultados da pesquisa sugerem que a violência letal mais intensa não se concentra necessariamente nas maiores metrópoles, mas frequentemente nos municípios de porte intermediário.
"Em 2024, havia 336 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes. Nesse conjunto, as taxas de homicídio estimado variaram de 2,0 a 87,2 por 100 mil habitantes, com média de 24,0, mediana de 20,2 e desvio padrão de 15,6. Ao todo, 46 municípios exibiram taxas acima de 40 homicídios por 100 mil habitantes, enquanto 62 ficaram abaixo de 10 por 100 mil", explica o relatório.
As informações refletem um histórico violento que se perpetua: cerca de uma semana atrás, na última quarta-feira (20), Naiana Miranda Conceição foi morta a tiros dentro de casa, possivelmente por estar envolvida em uma guerra de facções criminosas. No início de maio, Dyonisio Carlito Antonielo, de 43 anos, morreu após ser esfaqueado nas costas durante uma confraternização.
No mês passado, Heitor Leocárdio de Sousa foi sequestrado durante a madrugada, morto e enterrado em uma região da cidade.
Em 2024, ano base para os dados, Sorriso era a sétima cidade do Brasil com mais homicídios devido à guerra entre o PCC e o Comando Vermelho, que tomou o município.
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