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Pré-candidatos ao governo de MT votam PEC para não acabar com o fim da escala 6x1; Pivetta também sinaliza contra o novo regime

Aprovada na Câmara, a PEC ainda precisa passar pelo Senado Federal, e já existe uma forte movimentação de setores empresariais e da oposição conservadora para adiar a votação.

01/06/2026 às 16h04 Atualizada em 01/06/2026 às 16h37
Por: Redação Fonte: Redação
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Redação
Redação

Enquanto milhões de trabalhadores comemoram a aprovação da PEC que reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e enfraquece a escala 6x1, os senadores de Mato Grosso Jayme Campos (UB) e Wellington Fagundes (PL) decidiram seguir outro caminho.

Os dois assinaram a chamada PEC do Horário Flexível, proposta liderada por Rogério Marinho, que não acaba com a escala 6x1, não reduz a jornada para 40 horas semanais e ainda amplia a possibilidade de negociações individuais entre patrões e empregados.

Na prática, a proposta é vista por defensores da redução da jornada como uma tentativa de frear o avanço da PEC aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto alternativo prevê que salário, férias, 13º e demais direitos possam ser calculados de forma proporcional às horas efetivamente trabalhadas.

Com 40 assinaturas, a proposta já demonstra força suficiente para dificultar a tramitação da PEC que beneficia os trabalhadores. Nos bastidores de Brasília, a movimentação é interpretada como uma ofensiva do bloco conservador para impedir mudanças mais profundas nas regras atuais de trabalho.

Ao aderirem à proposta, Jayme e Wellington passam a integrar o grupo de senadores que defendem a flexibilização das relações trabalhistas em vez da redução da carga horária, posicionamento que deve gerar debate e reação entre sindicatos e trabalhadores mato-grossenses.

Pivetta define que deputados de MT que votaram pelo fim da escala são oportunistas

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou como “oportunismo” a mudança de posição dos deputados federais de Mato Grosso na votação do projeto que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.

Não poupando nem os aliados como o deputado federal Fábio Garcia (União) e Coronel Assis (PL), o governador diz que só votaram favoráveis por causa das eleições de outubro, onde a maioria tentará se reeleger.

“Oportunismo. É isso mesmo, oportunismo. “Ninguém quer aparecer num tema polêmico como esse”, afirmou em entrevista no dia 28.

O projeto que reduz a carga horária dos trabalhadores em regime CLT de 44 para 40 horas semanais foi aprovado na quarta-feira (27/05), pela Câmara dos Deputados, com um placar de 460 votos nos dois turnos de votação.

O governador é contra a redução da escala, sob alegação de que a escolha de horas de trabalho tem que ser do patrão e do trabalhador, dando a entender que existiria uma equidade na negociação, o que é muito questionável.

A declaração deixou Fábio Garcia incomodado, porém, preferiu transferir a responsabilidade para o governo Lula. “Eu acho que o governo Lula teve quatro anos de governo; essa pauta poderia ser trazida em anos anteriores”, reclamou o deputado Fábio Garcia.

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