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Mulher de 37 anos presa após fingir ter 12 anos e ser 'adotada' por família em SC

Segundo a Polícia Civil, Amanda Maria teria cometido uma série de golpes em outros estados ao longo dos anos. Ela foi presa em Joinville suspeita de estelionato e falsa identidade.

03/06/2026 às 16h02
Por: Redação Fonte: G1
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Reprodução
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A mulher de 37 anos presa após confessar ter se passado por uma adolescente de 12 anos e vivido por 14 meses como filha adotiva de uma família em Joinville (SC) foi identificada como Amanda Maria. Segundo a Polícia Civil, que investiga estelionato e falsa identidade, além do casal que a acolheu na cidade, ela fez uma série de vítimas em outros estados ao longo dos últimos anos.

Em 2023, ela havia sido presa em Nova Iguaçu (RJ) após aplicar golpes dizendo ser vítima de uma rede de prostituição e bruxaria. Na época, ela já fingia ser adolescente para enganar os alvos.

Em Joinville, onde se apresentava como Gabriele, ela conheceu as vítimas ao procurar uma igreja e relatar ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos. Segundo a Polícia Civil, Amanda é, na verdade, natural do Ceará.

Como chegou até a família?

Conforme o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pela investigação, após se aproximar da comunidade religiosa, ela foi acolhida e recebeu ajuda financeira. Depois, a família com a qual estava vivendo pelos últimos 14 meses a acolheu e ofereceu uma vida confortável.

"Ela conseguiu sequestrar emocionalmente a família. Era uma família com boa situação financeira, então ela levava uma vida de adolescente muito boa. Durante o período em que estava com a família, ela não recebia dinheiro diretamente, mas tudo que havia de bom e do melhor ela recebia", afirmou.

Para sustentar o disfarce de adolescente e justificar a aparência adulta, conforme a Polícia Civil, ela alegava falsamente ter autismo e outras condições clínicas. Ainda argumentava que seus traços adultos eram decorrentes do uso forçado de hormônios durante a infância, quando teria sido abusada.

Com comportamentos infantilizados, segundo a polícia, ela usava mamadeiras, chupetas e um "cheirinho" para dormir.

Como a família suspeitou?

O casal procurou a polícia após a denúncia de um parente levar à descoberta do crime.

"Foi uma tia não distante, mas que não convivia todo dia com ela, que nunca acreditou nessa história de que ela era menor de idade e começou a pesquisar na internet. Descobriu que teve um caso muito parecido no Rio de Janeiro, com o mesmo modus operandi, e contou para o pai adotivo", comentou o delegado.

A polícia buscou mais informações e descobriu que a mulher é reincidente nessa modalidade de golpes, tendo registros em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás.

 

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