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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) definiu, na noite desta segunda-feira (3), o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) como candidato a vice-governador na chapa de reeleição ao Governo de Mato Grosso. A decisão foi tomada durante reunião no gabinete do governador, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.
Além de Fábio Garcia, também foram avaliados para ocupar a vaga o ex-secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo, a suplente de deputada federal Gisela Simona (União Brasil) e a vereadora por Cuiabá Michelly Alencar (União Brasil). O deputado federal ganhou preferência após o entendimento de que poderia ampliar a votação da chapa na Baixada Cuiabana.
Segundo o deputado estadual Nininho (Republicanos), a escolha foi definida e não deve mais passar por novas discussões. "Ficou definido essa questão da vice, vai ser o Fábio Garcia e não vai mais ser discutida essa questão", afirmou ao HNT.
Fabio e Pivetta se aproximaram durante o período em que o deputado deixou Brasília para assumir a chefia da Casa Civil a convite do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). O deputado deixou o cargo para reassumir o mandato em abril deste ano. Adjaime Ramos ficou na Casa Civil em caráter temporário e em 16 de abril Mauro Carvalho é nomeado na pasta em caráter definitivo.
"O Fábio tem o DNA de cuiabano e é neto do governador Garcia Neto. Ele tem o perfil que precisamos", afirmou Nininho.
GALLO VAI PRA SUPLÊNCIA DE MAURO
Com a confirmação de Fábio Garcia como candidato a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o ex-secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo fica livre para integrar a composição ao Senado do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil).
Conforme apurado pela reportagem, Gallo deve ocupar a segunda suplência da chapa de Mauro. A primeira suplência ficará com o ex-senador Cidinho Santos (PP), que já vinha sendo articulado para a função.
Possível reviravolta no cenário
O presidente estadual do Podemos, Max Russi, afirmou que a legenda decidirá, durante a convenção marcada para esta terça-feira (3), se integrará o palanque do senador Wellington Fagundes (PL) ou do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Max disse que não pretende antecipar sua posição e que a definição será tomada de forma democrática pelos convencionais do partido.
"Vou deixar para os convencionais decidirem", afirmou Max Russi.
O apoio do Podemos é disputado por PL e Republicanos. Membro da base do governo e aliado político de Wellington, Max vive um dilema. Antes de a deputada estadual Janaina Riva (MDB) confirmar a aliança com o PL para disputar o Senado, o cenário indicava uma tendência de aproximação com o Republicanos, onde ela era cotada para compor a chapa de Otaviano Pivetta como vice-governadora.
Com a entrada de Janaina na coligação de Wellington, o PL ganhou um trunfo para atrair o Podemos, já que Max mantém boa relação com a deputada e os dois chegaram a ser cogitados para uma chapa ao governo. Apesar disso, o presidente da legenda tem colocado as preferências pessoais em segundo plano e avalia qual composição oferece mais espaço político ao partido.
Na prática, o Republicanos aparece com maior capacidade de acomodar o Podemos. No grupo de Wellington, restaria à legenda apenas indicar suplentes para a chapa ao Senado. Já no palanque de Otaviano, existe a possibilidade de indicar o candidato a vice-governador ou ocupar a segunda vaga ao Senado, formando dobradinha com o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). Nesse cenário, o nome mais cotado é o do ex-presidente da Aprosoja-MT, Antônio Galvan (Avante), aliado de Max Russi.
Questionado sobre a aliança entre PL e MDB, Max preferiu não emitir opinião. "É difícil eu falar dos partidos que não são o meu. Acho que agora é hora de arrumação, de fechamento. Todo mundo está organizando as chapas, organizando os times, é natural isso", concluiu.
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