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A defesa de Tafnes Cavalheiro de Souza, de 19 anos, presa preventivamente desde 29 de junho por suspeita de produzir conteúdos de abuso sexual infantil, protocolou um pedido para que a Justiça substitua a prisão preventiva por prisão domiciliar com monitoramento eletrônico e outras medidas cautelares, nesta segunda-feira (3). Segundo o advogado Walter Rapuano, o objetivo não é obter a liberdade da investigada, mas permitir que ela responda ao processo fora da carceragem da delegacia de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, onde está custodiada.
Tafnes é investigada pela Polícia Civil por supostamente produzir fotos e vídeos com conteúdo de abuso sexual infantil e encaminhá-los ao empresário Fábio Serafim de Oliveira, de 42 anos. A partir do depoimento da jovem e da extração de dados do celular dela, os investigadores chegaram ao empresário, que foi preso durante a Operação Puer Defensus, deflagrada no dia 15 de julho.
A esposa de Fábio também foi alvo de mandado de busca e apreensão e passou a cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. O g1 tenta localizar a defesa do empresário e da esposa.
A defesa de Tafnes argumenta que ela é primária e está há mais de 30 dias custodiada na carceragem de uma delegacia em situação "degradante", devido o déficit de vagas no sistema prisional feminino de Mato Grosso, a superlotação das unidades e a manutenção de mulheres em delegacias por falta de estabelecimentos adequados.
Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) não se manifestou até o momento.
Entre as medidas propostas estão o recolhimento domiciliar integral, o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de manter contato ou de se aproximar de qualquer pessoa envolvida na investigação. A defesa sustenta que essas medidas preservam integralmente o andamento do inquérito.
Entenda o caso
Segundo a Polícia Civil, Tafnes teria usado o acesso que possuía às vítimas para produzir e repassar arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil para Fábio.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, os policiais apreenderam armas de fogo, munições, celulares, computadores, dispositivos de armazenamento, um chip utilizado em sistema de câmeras de segurança, fitas VHS e outros materiais para a perícia.
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