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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), defendeu a ampliação de políticas habitacionais específicas para idosos e afirmou que pretende trabalhar para que o modelo da Vila Aconchego, inaugurada em Jaciara, seja implantado em outros municípios do estado.
A Vila Aconchego foi inaugurada em 3 de julho deste ano e é apontada pela Prefeitura de Jaciara como o primeiro condomínio público, gratuito e exclusivo para idosos de Mato Grosso. O residencial possui 54 casas geminadas, mobiliadas e adaptadas, além de ambulatório, piscina, academia e espaços de convivência. O investimento final divulgado pela prefeitura foi de aproximadamente R$ 13,5 milhões, resultado de parceria entre o município e o Governo do Estado.
“Nós precisamos dessa política pública. Eu vou defender isso, esse é o primeiro do estado. A melhor idade precisa ser cuidada. É muito ruim você escutar um depoimento de uma senhora de 64 anos e ela falar que o sonho dela era um dia ter uma casa e não tem”, afirmou Max.
O projeto começou a ser idealizado ainda durante a gestão de Max como prefeito de Jaciara, mas não avançou naquela época por falta de recursos. Anos depois, já como deputado estadual, ele participou da articulação com o Governo de Mato Grosso para viabilizar o empreendimento.
O presidente da ALMT destacou que o aumento da expectativa de vida precisa ser acompanhado de condições adequadas de moradia e assistência.
“Tem gente que trabalha uma vida toda e não tem uma casa. Essa é uma realidade. Então, a gente está vivendo mais, a expectativa de vida está aumentando. Isso é muito bom, positivo, mas não adianta se não tiver qualidade de vida”, disse.
Pelas regras do projeto de Jaciara, as residências são destinadas a idosos e não se tornam patrimônio dos beneficiários. Quando uma unidade deixa de ser ocupada, ela deve ser destinada a outro idoso que se enquadre nos critérios do programa. O modelo prevê atendimento a pessoas a partir dos 60 anos, sem imóvel próprio e em situação de vulnerabilidade.
“Quando morreu o idoso ali, vai para o filho? Não. Não passa do pai para filho, é outro idoso que vai para lá. Então, é um projeto diferente, é um projeto único e a gente precisa ampliar sim”, explicou Max.
O deputado também defendeu a participação da bancada federal, da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado para financiar a expansão do modelo. “Nós precisamos muito da bancada federal, da Assembleia, do Governo do Estado, com uma visão de inclusão e uma visão de cuidado com os nossos idosos”, completou.
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