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O senador e candidato à reeleição, Carlos Fávaro (PSD), informou nesta quarta-feira (09.09), ter encaminhado à Polícia Federal uma denúncia anônima sobre a suposta formação de grupos criminosos destinados a monitorar candidatos por meio de escutas clandestinas durante o período eleitoral.
Segundo Fávaro, diante da gravidade das informações recebidas, decidiu comunicar imediatamente as autoridades competentes para que os fatos sejam apurados.
“Como senador da República, eu não poderia prevaricar. Recebi uma denúncia anônima de que grupos criminosos estariam sendo formados para monitorar candidatos com escutas. Levei a informação ao conhecimento da Polícia Federal, que é a instituição responsável por fiscalizar, investigar e atuar na segurança das eleições”, afirmou.
A denúncia remete a um dos maiores escândalos de espionagem ilegal já registrados em Mato Grosso, conhecido como “Grampolândia Pantaneira”. O caso investigou um suposto esquema de interceptações telefônicas clandestinas ocorrido entre 2014 e 2017, durante a gestão do ex-governador Pedro Taques.
As investigações reuniram cerca de 178 mil páginas de documentos físicos e digitais e apontaram aproximadamente 52 mil interceptações telefônicas realizadas no período. Segundo as apurações, mais de 100 pessoas teriam sido monitoradas ilegalmente, entre elas políticos, advogados, médicos e jornalistas.
O esquema foi revelado em reportagem do Fantástico, da TV Globo, em maio de 2017. De acordo com a denúncia, números telefônicos foram inseridos indevidamente em investigações relacionadas ao tráfico de drogas para viabilizar as interceptações.
O caso também envolveu denúncias feitas pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso. Ele afirmou ter alertado autoridades estaduais sobre a existência de um suposto “escritório clandestino de espionagem” e relatou que levou as informações ao então governador Pedro Taques.
À época, o Ministério Público Estadual (MPE) denunciou os investigados por improbidade administrativa e pediu o ressarcimento de danos aos cofres públicos, além da aplicação de multas e bloqueio de bens.
Agora, a nova denúncia encaminhada por Carlos Fávaro será analisada pela Polícia Federal, que deverá verificar a veracidade das informações e a eventual existência de práticas ilegais relacionadas ao monitoramento de candidatos durante o processo eleitoral.
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