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O Sindipetróleo-MT criticou, por meio de nota pública, candidatos que têm usado a alta dos preços durante o período eleitoral para cobrar investigações concentradas nos postos. A entidade afirmou que os revendedores não são responsáveis pela formação dos preços, mas repassam custos definidos por usinas, refinarias, importadores e distribuidoras.
Segundo o sindicato, a alta recente é influenciada pela valorização do petróleo no mercado internacional, pelo fim da safra de cana no Sudeste, pelo aumento do preço do açúcar, pela elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina e pela redução das importações de diesel.
A entidade também relata restrições no fornecimento de diesel e afirma que postos de Mato Grosso têm recebido aumentos sucessivos das distribuidoras. O sindicato diz não ser contrário à fiscalização, mas cobra que ela alcance toda a cadeia de combustíveis. “Não nos opomos a nenhum tipo de fiscalização. Pelo contrário: defendemos o rigor da lei”, afirma a nota.
Para a entidade, concentrar a apuração nos postos significa transformar a revenda em “bode expiatório” e ignorar os demais elos responsáveis pelos custos que chegam ao consumidor.
NOTA À IMPRENSA
Sindipetróleo-MT repudia oportunismo político e exige fiscalização em toda a cadeia de combustíveis
O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT) vem a público esclarecer a população e a imprensa sobre a real dinâmica de preços do setor de combustíveis e repudiar o uso eleitoreiro de um problema estrutural e de mercado.
Nas últimas semanas, especialmente ao longo do mês de setembro, o setor vem enfrentando expressivos impactos decorrentes do cenário macroeconômico global e nacional:
* Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
* Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
* Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
* Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.
Como consequência direta dessa conjuntura, a rede de postos revendedores de Mato Grosso vem sofrendo com contínuos aumentos repassados pelas distribuidoras, além de episódios graves de contingenciamento de pedidos, sobretudo no caso do óleo diesel, o que coloca em risco o abastecimento regular do estado.
Diante disso, causa profunda indignação a atitude oportunista de determinados candidatos a cargos eletivos que, em pleno período eleitoral, utilizam a alta dos combustíveis como palanque para demagogia. Esses atores exigem apurações voltadas exclusivamente aos postos de combustíveis, buscando transferir a culpa e criar um “bode expiatório” perante a opinião pública.
O Sindipetróleo-MT reitera com veemência: os postos de combustíveis não são formadores de preços, mas repassadores dos custos estabelecidos nas etapas anteriores da cadeia — composta por usinas, refinarias, importadores e distribuidoras. A margem da revenda é espremida justamente por esses sucessivos aumentos na distribuição.
Não nos opomos a nenhum tipo de fiscalização. Pelo contrário: defendemos o rigor da lei. Exigimos, no entanto, que a apuração seja isonômica e alcance todos os elos da cadeia produtiva e de distribuição, e não apenas o elo mais visível ao consumidor final. Usar a revenda varejista como alvo fácil para autopromoção política é uma manobra desonesta que desinforma a sociedade e ignora os reais gargalos do setor.
O Sindipetróleo-MT segue firme na defesa dos revendedores mato-grossenses e da transparência do mercado.
Diretoria do Sindipetróleo-MT
Cuiabá-MT, setembro de 2026.
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