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Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, apresentou uma identidade brasileira falsa com outro nome ao ser abordada em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, na terça-feira (22.09). Segundo o delegado Victor Hugo de Freitas, ela também fez mais de cinco procedimentos estéticos durante os 13 meses em que permaneceu foragida da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
“Ela estava com um documento falso, um documento brasileiro, porém falso, de identidade diversa da dela”, afirmou o delegado em coletiva. A tentativa de se passar por outra pessoa não funcionou porque a Polícia Boliviana já havia recebido informações dos investigadores de Mato Grosso para confirmar sua identidade.
“Já tinha sido feita a identificação facial, a identificação real dela, inclusive com as informações que foram repassadas para a Polícia Boliviana. Não teve como ela ter sucesso”, explicou Victor Hugo.
O delegado afirmou que Angélica passou por “mais de cinco” procedimentos estéticos. Na avaliação dele, as mudanças na aparência buscavam dificultar o reconhecimento da foragida.
“Ela tinha várias cirurgias estéticas e agora começou a mudar o rosto com essa intenção de ludibriar eventuais ações [policiais]”, declarou.
Angélica foi localizada na rua após a troca de informações entre as polícias de Mato Grosso e da Bolívia. Conforme o delegado, a investigação acompanhava seus deslocamentos desde a fuga, em 17 de agosto de 2025, quando ela deixou o presídio junto com Jéssica Leal da Silva, conhecida como “Arlequina”.
“Desde que a gente começou as investigações da fuga dela, a rota que ela tomou era compatível com a saída de Mato Grosso para a Bolívia”, afirmou.
Atuação durante a fuga
Apontada pela Polícia Civil como liderança do Comando Vermelho (CV) no extremo norte de Mato Grosso, Angélica continuou em contato com integrantes da facção na região de Alta Floresta, a 800 km de Cuiabá, segundo o delegado.
Victor Hugo afirmou que ela manteve contato com pessoas subordinadas à sua liderança mesmo enquanto estava na Bolívia. A polícia pretende analisar dados telemáticos para esclarecer qual era sua atuação em Santa Cruz de la Sierra e investigar se ela participava de negociações ligadas ao tráfico de drogas na região.
Angélica acumula condenações que, conforme a Polícia Civil, somam mais de 260 anos por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Ela também tinha seis mandados de prisão em aberto.
Antes de ser transferida ao Brasil, Angélica passará pelos procedimentos das autoridades bolivianas. Segundo o delegado, ainda será definida a forma de seu retorno, por deportação ou expulsão.
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