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Arquidiocese repudia destruição de imagem de Nossa Senhora Aparecida em Cuiabá

A instituição católica afirma que vandalismo contra símbolos de fé deve ser apurado e reforça combate à intolerância religiosa.

29/09/2026 às 13h44
Por: Redação Fonte: Primeira Página
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Reprodução
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A Arquidiocese de Cuiabá emitiu nota de repúdio ao caso de vandalização da imagem de Nossa Senhora de Aparecida, que fica localizada junto à Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, em Cuiabá (MT). A imagem da santa, que é padroeira do Brasil, teve a cabeça arrancada na última sexta-feira (25). O ato ocorreu 17 dias antes do feriado nacional dedicado à ela, dia 12 de outubro.

A Cruz do Chilão é apontada pela instituição como um marco da religiosidade popular cuiabana, com uma história que atravessa gerações e reúne elementos da tradição católica e da cultura dos povos de matriz africana.

Na nota, a Arquidiocese destacou que a liberdade de consciência e de crença e o livre exercício dos cultos religiosos são direitos assegurados pela Constituição Federal.

A instituição religiosa também afirmou que atos de intolerância, discriminação e violência motivados por religião podem configurar crimes e devem ser apurados pelas autoridades competentes.

“Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, é, para nós, católicos, Mãe protetora e intercessora. Durante o mês de outubro, nossas paróquias e comunidades se unem em diversas celebrações e atividades para honrar aquela que é um dos maiores símbolos da fé católica no Brasil”, diz trecho da nota.

A instituição defendeu o respeito aos símbolos, espaços sagrados e manifestações de fé de todas as tradições religiosas. “Sua imagem merece respeito, assim como devem ser respeitados os símbolos, espaços sagrados e manifestações de fé de todas as tradições religiosas”, acrescenta.

A Arquidiocese também reforçou a importância do diálogo, do respeito, da responsabilidade na comunicação e da busca pela verdade, especialmente durante o período de Sede Vacante, descrito como um momento de transição vivido pela Arquidiocese de Cuiabá.

Ao final, a instituição afirmou esperar que o episódio seja apurado pelas autoridades, com a identificação dos responsáveis e que a justiça seja feita. “Não à intolerância religiosa! Sim ao diálogo, à fraternidade e ao amor!”, finaliza a nota.

Origem da data, fé e devoção

O feriado nacional de Nossa Senhora de Aparecida foi instituído no Brasil por meio da Lei 6.802, de 30 de junho de 1980 pelo então presidente João Figueiredo. “Art. 1º É declarado feriado nacional o dia 12 de outubro, para culto público e oficial a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil”, menciona.

Segundo as tradições católicas, em 12 de outubro de 1717, três pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba. Eram eles Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso. Sem sucesso na pesca, tinham quase desistido, quando João Alves tentou novamente.

Ele jogou sua rede nas águas do rio e, lentamente, a puxou para cima. Havia pescado alguma coisa, mas não era peixe, parecia uma espécie de madeira. Quando tirou da rede, o pedaço de madeira parecia fazer parte de uma estátua da Virgem Maria, infelizmente, sem cabeça.

Ao lançar novamente a rede, desta vez, João Alves encontrou nas malhas outro pedaço de madeira, de forma arredondada, que parecia precisamente a cabeça da mesma estátua: tentou ajuntar os dois pedaços e percebeu que se encaixavam perfeitamente.

João Alves lançou, outra vez, a rede nas águas, que logo ficou tão pesada, que não conseguia tirá-la, por estar lotada de peixes. Os companheiros lançaram também as suas redes nas águas e a pesca daquele dia foi realmente abundante.

A notícia da pesca milagrosa se espalhou pelas cidades vizinhas e, todas as noites, um grupo cada vez maior de simples pescadores começou a ir prestar homenagem à Virgem Maria e rezar o terço. Eles deram-lhe o nome de “Aparecida”, que apareceu.

Rainha e Padroeira do Brasil

Em 31 de maio de 1931, a imagem aparecida foi levada ao Rio de Janeiro, para que diante dela, Nossa Senhora Aparecida recebesse as homenagens oficiais de toda a nação, estando presente também o Presidente da República, Getúlio Vargas.

Nossa Senhora Aparecida foi aclamada, então, por todos como “Rainha e Padroeira do Brasil”. Em 1958, a cidade da Aparecida foi elevada a arcebispado, sendo seu primeiro arcebispo o cardeal Mota. Em 1967, Aparecida recebeu a Rosa de Ouro enviada pelo papa Paulo VI.

O Santuário Nacional de Aparecida

Em 1980, o altar da Basílica Nova, maior Santuário mariano do mundo, foi consagrado pelo Papa João Paulo II, que lhe outorgou o título de Basílica Menor. Em 1983, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB –, declarou, oficialmente, a Basílica de Aparecida como Santuário Nacional.

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