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‘‘Fui traído por um Judas’’, dispara Levi contra Garbin após cassação; vice assume e demite dois secretários

Prefeitura de São José do Rio Claro tem novo gestor e troca de time após cassação de prefeito.

28/04/2026 às 21h24
Por: Redação Fonte: Redação Trivelato em Pauta , Alvorada MT e Grupo Arinos
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Reprodução
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Na manhã de segunda-feira (27), 24 horas após a posse de Tarcísio Garbin (PSB), o ex-prefeito Levi Ribeiro (PL), rompeu o silêncio em uma entrevista para a Rádio Bambina, carregada de mágoa e ataques diretos. O tom foi de desabafo: Levi não poupou palavras ao classificar sua cassação como uma “injustiça histórica” e apontar o dedo para quem, segundo ele, arquitetou sua queda pelas costas.

O alvo principal foi seu antigo aliado e agora sucessor. “Você foi um Judas”, disparou Levi ao relatar uma reunião onde Garbin teria confessado articulações com a Câmara para assumir o poder. O ex-prefeito alega que foi “traído” por quem deveria ser seu braço direito, afirmando que a pressa na posse de domingo foi um “atropelo à lei”.

Mesmo fora do cargo, Levi garantiu que a batalha não acabou. Ele confirmou que sua defesa já aciona o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O objetivo é provar que não houve crime e que as acusações sobre materiais de construção foram baseadas em opiniões de vereadores, ignorando laudos técnicos. “Eu só quero limpar meu nome. Se vou voltar ou não, é uma decisão de família, mas não sou bandido”, afirmou.

O ex-gestor ainda deixou um alerta sombrio para a população: previu que o município irá regredir meses de desenvolvimento devido à instabilidade. Com o coração aberto e até citando seu CPF para reafirmar sua identidade como cidadão honrado, Levi Ribeiro encerrou a fala deixando claro que a disputa política de São José do Rio Claro está longe de um ponto final.

Após cassação de Levi Ribeiro, Garbin exonera dois secrertários ao assumir em São José do Rio Claro/MT

A queda de um prefeito, a ascensão imediata do vice e as primeiras canetadas que já mexem com os bastidores do poder em São José do Rio Claro. O cenário político municipal entrou em ebulição após a cassação de Levi Ribeiro, e os desdobramentos começam a expor muito mais do que uma simples troca de comando.

Exonerações relâmpago e recado político claro

Mal assumiu o cargo, o agora prefeito Tarcísio Garbin já demonstrou que não pretende conduzir uma gestão de continuidade automática. Em um movimento que pegou parte da classe política de surpresa, ele exonerou dois nomes estratégicos da antiga administração: Miguel Costa, da Secretaria de Administração, e Igor Guyss, da Secretaria de Planejamento.

A decisão, embora dentro da prerrogativa do novo chefe do Executivo, levanta questionamentos inevitáveis: trata-se de uma necessária “limpeza administrativa” ou de uma ruptura política mais profunda com o grupo que sustentava Levi Ribeiro?

Racha interno ou reorganização necessária?

Nos bastidores, a leitura é dividida. Há quem veja as exonerações como uma resposta direta ao desgaste político que culminou na cassação, uma tentativa de afastar qualquer ligação com a gestão anterior. Outros interpretam o gesto como o início de um rearranjo de forças, que pode redesenhar alianças e provocar um efeito dominó dentro da estrutura municipal.

O fato é que, com três nomes já fora do núcleo de poder, o ex-prefeito e dois secretários-chave, o governo municipal entra em uma fase administrativa que pode impactar diretamente decisões estratégicas nos próximos dias.

Pressão por respostas rápidas

A população e os agentes políticos agora voltam os olhos para os próximos passos de Garbin. A nomeação de novos secretários não será apenas uma questão técnica, mas também um termômetro político: indicará se o novo gestor pretende pacificar o ambiente ou aprofundar a ruptura com o grupo anterior.

Além disso, há uma expectativa crescente sobre qual será o “tom” da nova gestão. Manter programas, rever contratos ou promover mudanças mais drásticas? Cada decisão poderá reforçar ou enfraquecer a narrativa de que a cidade vive, de fato, um novo momento.

Mais que troca de nomes, uma disputa de poder

O episódio evidencia que a crise não terminou com a cassação, ela apenas mudou de fase. O que está em jogo agora não é só a recomposição administrativa, mas o controle político do município.

Nos próximos dias, cada nome anunciado, cada exoneração e cada decisão administrativa terão peso simbólico. E, ao que tudo indica, o cenário ainda está longe de se estabilizar.

 

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