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As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, mesmo diante das dificuldades provocadas pelos conflitos no Oriente Médio, região que concentrou quase um quarto dos embarques da proteína brasileira em 2025.
Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mostra que o Brasil exportou 2,9 milhões de toneladas de carne de frango, entre produtos in natura e processados, de janeiro a junho deste ano. O volume representa crescimento de 12,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 2,6 milhões de toneladas, e é o maior da série histórica iniciada em 1997.
Embora o cenário internacional tenha gerado incertezas para o setor, pesquisadores do Cepea avaliam que a ampla diversificação dos mercados compradores ajudou a sustentar o desempenho das exportações brasileiras.
Os Emirados Árabes Unidos, um dos principais destinos da carne de frango nacional, reduziram as compras em 8,3% na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Em contrapartida, outros mercados ampliaram significativamente as importações, com destaque para o Japão, que elevou as aquisições em 21,2%, e para a África do Sul, com crescimento de 38,3%.
Segundo o Cepea, os desdobramentos do conflito no Oriente Médio afetaram o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais do mundo, dificultando a chegada da proteína brasileira aos países da região.
Mesmo com esse cenário, o desempenho das exportações reforça a capacidade do setor avícola brasileiro de redirecionar parte da produção para diferentes mercados e manter o ritmo de crescimento das vendas externas.
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