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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, Jair Bolsonaro (PL). A decisão vem após o senador tornar pública uma carta redigida pelo ex-presidente na qual empodera o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
Na decisão, Moraes ressalta que uma das medidas cautelares contra o dirigente de direita era a proibição “de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”.
O magistrado ressalta que houve “desrespeito” do senador, que atuou com uma “conduta irregular”, à medida cautelar imposta ao pai.
“Não há dúvidas, portanto, de que a conduta irregular de Flávio Bolsonaro desrespeitou expressa vedação judicial e configurou ostensivo desvio de finalidade no exercício de seu direito de visita”, ressaltou.
A decisão ainda abre um prazo de 48 horas para que a defesa do dirigente de direita se manifeste “sobre a possível desobediência à ordem judicial”, esclarecendo se o ex-presidente “tinha ciência da divulgação da carta nas redes sociais do seu filho”.
A carta
Na carta, Bolsonaro chama Flávio de “melhor opção” para a Presidência e pede que apoiadores se empenhem pela pré-candidatura do filho.
Flávio leu o texto no sábado (11), durante uma transmissão ao vivo em seu canal, após visitar o pai, que cumpre prisão domiciliar.
Bolsonaro está proibido de usar redes sociais, diretamente ou por meio de terceiros. Na avaliação de Moraes, a publicação do documento pode representar um novo descumprimento dessa medida cautelar.
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