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Uma grande massa de ar quente se estabelece sobre o país, e o tempo volta a ficar seco com muito calor principalmente em parte das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e praticamente toda a região Nordeste, informa o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na Região Norte, um aviso amarelo de perigo potencial alerta para tempestades no centro, oeste, sul e noroeste do Amazonas, no Acre e no norte, oeste, centro e sudoeste de Rondônia. Também pode chover no leste e norte do Amapá, litoral do Pará e sudeste do Amazonas.
Nas capitais os termômetros marcam mínima de 24 graus Celsius (°C) em Belém e máxima de 37°C em Palmas.
No Nordeste do país, há aviso laranja de perigo para baixa umidade do ar em grande parte do Piauí, no sudoeste do Ceará, no oeste de Pernambuco e no oeste, centro e noroeste da Bahia. O aviso é amarelo de perigo potencial no leste e sul do Maranhão, no centro e sul do Ceará, no sudoeste do Rio Grande do Norte e no oeste da Paraíba.
Pode chover no litoral leste do Ceará, do Rio Grande do Norte e leste da Paraíba, de Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. No litoral oeste do Maranhão, a chuva deve ser mais forte com trovoadas isoladas.
Maceió registra a temperatura mínima entre as capitais, de 22°C, e Teresina marca a máxima, de 40°C.
No Centro-Oeste brasileiro o sol volta a brilhar com intensidade, e um aviso amarelo de perigo potencial alerta para baixa umidade do ar, na maior parte de Goiás e no Distrito Federal.
Há possibilidade de chuva isolada apenas na faixa oeste de Mato Grosso e em grande parte de Mato Grosso do Sul. A temperatura entre as capitais varia entre a mínima de 19°C em Brasília e a máxima de 37°C em Cuiabá.
Na Região Sudeste, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no sudeste de Minas Gerais, no nordeste de São Paulo e no oeste do Rio de Janeiro. Também deve chover com trovoada isolada no sul e leste de São Paulo e no restante do Rio de Janeiro.
Nas capitais, a mínima será de 16°C em São Paulo e máxima é de 33°C em Belo Horizonte.
No Sul do país, um aviso laranja de perigo alerta para tempestades no oeste de Santa Catarina e em grande parte do Rio Grande do Sul. Também chove com intensidade no oeste, sudoeste e sul do Paraná e na região central e sul de Santa Catarina, onde o aviso é amarelo de perigo potencial.
Nas capitais, a temperatura varia entre a mínima de 16°C em Curitiba e a máxima de 23°C em Florianópolis.
O El Niño deste ano se intensificará antes de atingir seu pico em dezembro e há quase 100% de certeza de que se estenderá até fevereiro de 2027. A informação é da Organização Meteorológica Mundial (OMM) em seu boletim climático mensal divulgado nesta quinta-feira (8), com as temperaturas da superfície do mar prestes a bater recordes.

“As previsões da OMM indicam probabilidade de quase 100% de que (o El Niño) persista até fevereiro de 2027, podendo ser um dos mais fortes desde pelo menos 1950”, afirmou a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, em comunicado divulgado junto com o boletim.
O órgão meteorológico da ONU informou ainda que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical central e oriental — região no centro do fenômeno El Niño — devem atingir recorde de 3,7 graus Celsius acima do normal entre outubro e dezembro.
A anomalia de temperatura prevista é significativamente maior do que o recorde anterior de 2,6°C, registrado de novembro de 2015 a janeiro de 2016, informou o órgão.
“O oceano do qual ele está extraindo calor é o mais quente que já medimos. Simplesmente há mais calor disponível para ser liberado”, disse Celeste.
O El Niño é a fase quente do ciclo natural El Niño-Oscilação Sul, um padrão climático que influencia o clima em todo o mundo.
Ele tende a causar temperaturas globais mais altas e a perturbar os padrões de chuva em grandes regiões — o que significa seca em algumas áreas e chuvas intensas em outras — e geralmente ocorre a cada dois a sete anos.
As temperaturas médias globais em agosto atingiram 16,96°C, empatando com julho de 2023 como o mês mais quente já registrado, de acordo com o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia.
Pesquisadores do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago previram, no mês passado, que o “super El Niño” deste ano provavelmente resultaria em até 451 mil mortes a mais em todo o mundo, de junho a fevereiro de 2027.
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