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O ex-governador e senador eleito Mauro Mendes (UB) nega incômodo com a polêmica nacional em torno de sua defesa de uma jornada de trabalho semelhante à dos Estados Unidos e de sua posição contrária ao fim da escala 6x1, cuja proposta deve ser votada em primeiro turno no Senado nesta quarta-feira (14).
“Eu nunca temi falar aquilo em que acredito e fazer aquilo em que acredito. Se eu me preocupasse com isso, Mato Grosso não estaria onde está hoje”, disparou Mauro nesta terça-feira (13), durante o lançamento do comitê de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, em Cuiabá.
Empresário, Mauro foi criticado por se posicionar contra o avanço da proposta que prevê o fim da escala 6x1 no Congresso. Para ele, o Estado não deve interferir na relação entre empregado e empregador. Além disso, defendeu o modelo dos Estados Unidos, onde, segundo ele, o trabalhador pode aumentar a remuneração ao cumprir jornadas mais longas.
“Entram clandestinamente nos Estados Unidos para trabalhar 12, 14, 16 horas por dia. E ganham por isso, e ganham muito mais por isso, e têm uma qualidade de vida melhor”, disse na ocasião.
Já o governador reeleito, Otaviano Pivetta (Republicanos), evitou criticar o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) pela mudança de posição em relação à PEC da Escala 6x1, que prevê a redução da jornada de trabalho sem corte salarial. Flávio sinalizou que votará a favor da proposta, após defender que a questão fosse negociada entre patrões e empregados.
“Eu acho que a temporada do populismo tomou conta do país. Então, eu sempre fui favorável à liberdade econômica. Sou favorável à negociação entre as partes, eu valorizo o trabalho. Eu sou um trabalhador, vim para cá na boleia de um caminhão e sei o que é trabalhar [...] Nós não queremos esmola. No país se criou essa tradição de dar esmola, de comprar voto com acenos populistas”, disse.
Na declaração, Pivetta direcionou as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia pressionado Flávio a se posicionar sobre a proposta, questionando se votaria contra o povo e a favor dos empresários. Diante do impasse, o PL deve liberar a bancada no Senado para votar conforme a posição de cada parlamentar.
Nesse cenário, o governador de Mato Grosso afirmou que os eleitores devem dar uma resposta a Lula nas urnas e escolher Flávio para a Presidência da República.
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