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O primeiro-sargento da Marinha do Brasil, Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, pode ter sido morto por engano durante um ataque que teria outros dois homens como alvos, segundo informações levantadas pela Polícia Militar. O militar foi assassinado na madrugada desta quarta-feira, 30 de setembro, em uma residência no bairro Jardim Universitário, em Cáceres (220 km de Cuiabá).
Após o crime, diligências das forças de segurança levaram à localização de sete suspeitos de envolvimento, a maioria adolescentes. A ação contou com equipes do 6º Batalhão da Polícia Militar, Força Tática, Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e Polícia Rodoviária Federal (PRF).
De acordo com a PM, um dos suspeitos relatou que a ordem para executar os dois homens teria partido de integrantes do Comando Vermelho conhecidos pelos apelidos de “Ninja”, “Religião do Mal” e “Monarca”. As pessoas procuradas estariam na residência onde Anderson se encontrava.
Segundo a versão apresentada à polícia, o suspeito apontado como autor dos disparos recebeu informações sobre a presença dos alvos e ficou escondido nas proximidades do imóvel, aguardando o momento para agir.
Antes do ataque, um dos envolvidos teria cortado a cerca elétrica da casa, provocando o acionamento do alarme. Anderson saiu para verificar o motivo do alerta e, nesse momento, o atirador teria deixado o esconderijo e efetuado os disparos.
Mesmo ferido, o sargento tentou retornar para dentro da residência, mas caiu no quintal. A namorada e o filho dela teriam levado o militar para o interior da casa.
Acionados após relatos de tiros e de uma pessoa ferida, os policiais encontraram Anderson baleado. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também esteve no endereço e constatou a morte. Conforme o registro policial, ele apresentava ferimentos nas costas, no peito e em uma das mãos.
Durante as buscas, a PM recebeu informações de que suspeitos teriam deixado Cáceres em um veículo de transporte por aplicativo. Uma arma de fogo apontada como utilizada no assassinato foi localizada em uma residência no bairro Residencial Valter Fidelis.
No imóvel, uma adolescente suspeita de guardar o armamento foi apreendida. Na sequência, as equipes localizaram um Volkswagen Polo branco, no qual estavam dois suspeitos. Um deles foi apontado como o motorista utilizado na ação criminosa e o outro como o autor dos disparos.
Outros adolescentes também são suspeitos de auxiliar no transporte da arma, na ocultação dos envolvidos e na fuga após o homicídio. Ao todo, sete pessoas foram encaminhadas à 1ª Delegacia de Polícia, juntamente com o armamento apreendido.
A ocorrência foi registrada como homicídio consumado, porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa e corrupção de menores. A Polícia Civil deverá esclarecer a dinâmica do crime, a participação individual dos suspeitos e a versão de que o militar foi morto por engano.
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