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O cantor Netinho, um dos nomes marcantes do axé music brasileiro, morreu na manhã desta terça-feira (13 de outubro), aos 60 anos, em Salvador (BA). A informação foi confirmada pela assessoria do artista, que enfrentava um câncer no sistema linfático.
Conhecido nacionalmente por músicas que marcaram gerações, como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Menina” e “Fim de Semana”, Netinho construiu uma carreira marcada pela energia nos palcos e pelas apresentações em trios elétricos durante o Carnaval.
De acordo com informações divulgadas pela equipe do cantor, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B. A doença evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos, provocando sua morte. <Cite refs={["turn985879news14","turn985879search1"]}/>
Netinho recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin em 2025 e passou por tratamento, chegando a apresentar remissão da doença naquele ano. No entanto, o câncer voltou a se manifestar em maio de 2026, de forma mais agressiva.
Desde então, o cantor voltou a enfrentar uma rotina de tratamentos e internações. Ele estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, desde o fim de setembro.
Mesmo diante das dificuldades de saúde, Netinho manteve contato com os fãs e compartilhou momentos de sua trajetória e de seu tratamento.
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em 12 de julho de 1966, na cidade de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho começou a ganhar projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, em 1988, com o sucesso “Beijo na Boca”.
Na carreira solo, consolidou seu espaço na música brasileira e alcançou um dos maiores momentos de sua trajetória com “Milla”, lançada em 1996. A canção tornou-se um dos grandes clássicos do axé music e permanece presente em festas, carnavais e celebrações pelo país.
Ao longo dos anos, o cantor também enfrentou outros problemas graves de saúde, incluindo acidentes vasculares cerebrais (AVCs) em 2013, que exigiram cirurgias e um longo período de recuperação. Posteriormente, conseguiu retornar aos palcos e retomar sua carreira musical.
Em comunicado, a assessoria lamentou a morte do artista e destacou sua trajetória marcada pelo talento, pela alegria e pela proximidade com o público.
Segundo a equipe, o próprio Netinho havia manifestado o desejo de que o velório e a cremação fossem realizados de maneira reservada, restritos aos familiares e amigos próximos.
A morte do cantor representa uma perda para a música brasileira, especialmente para o axé music, gênero no qual deixou sua marca com canções que atravessaram gerações.
Netinho deixa um legado musical que continuará vivo na memória dos fãs e na história do Carnaval brasileiro.
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